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"Se eu demorar, me espera, se eu te enrolar, me empurra
Se eu te entregar, aceita, se eu recusar, me surra
Se eu sussurrar, escuta, se eu balançar, segura
Se eu gaguejar, me entende, se eu duvidar, me jura
Se eu for só teu, me tenha, se eu num for, me larga
Se eu te enganar, descobre, se eu te trair, me flagra
Se eu merecer, me bate, se eu me mostrar, me veja
Se eu te zuar, me odeia, mas se eu for bom, me beija
Se tu ta bem, eu to, se tu num ta, tambem…
Não to legal, não to, pergunto o quê que tem
Tu diz que ta tranquila, mas eu sei que tu num ta
Tu ta bolada filha, vamos desembolar
Se eu te amar, me sente, se eu te tocar, se assanha
Se eu te olhar, sorria, se eu te perder, me ganha
Se eu te pedi, me da, se for brigar, pra que?
Se eu chorar, me anima, mas se eu sorri é por você

Projota, Mulher.  (via re-novada)

(Fonte: possiveistentativas, via ineedisyou)





Na verdade eu sinto pena.  

(Fonte: wiskycomredbull, via ineedisyou)




Uns vão, uns vem. Poucos ficam. 

(Fonte: VIRTUES-OF-POET, via ineedisyou)




"20 doses de Whisky, um garçom babaca e intrometido, dor de cabeça, cabelo bagunçado, privada suja no outro dia e um novo amor.
Segunda-feira e lá estava eu, ainda era cedo não passava do meio-dia e eu estava me embebedando sem pensar nas consequências, eu sempre fora fraca para beber, não conseguia beber mais do que dois drinques e lá estava eu no décimo-sexto copo, creio eu que se eu levantasse daquela cadeira eu iria direto para o chão ou não. Eu já estava falando demais, típico daqueles bêbados que bebem até cair. Eu sempre tive nojo desses bêbados que bebem e não tem noção do que falam e começam a te irritar e lá estava eu, atormentando o garçom, pobre garçom, falando bobagens, falando coisas sem nexo algum e ele só balançava a cabeça, eu pedi mais uma dose, outra, outra e outra. E então finalmente depois de longas horas me servindo bebidas sem falar nada o infeliz decidiu dizer-me algo.
— Você não acha que já bebeu o bastante?
— É claro que não, estou apenas começando. — Disse-lhe com dificuldade.
— Acho que você deve realmente parar.
— Você é pago pra achar algo? Acho que não. Mais uma dose, por favor.
— Não lhe sirvo mais nada.
— Se você não me servir, eu irei ai pegar.
— Você não está se aguentando nem sentada, dirá de pé. E andar então.
— É claro que eu consigo, quer ver?
— Sim.
— Você vai ver. — Coloquei minhas mãos no balcão do bar, para apoiar-me e me levantei, fiquei de pé e andei um pouco e tropecei em uma bolsa no chão e caí. Ele gargalhou.
— Viu eu não disse.
— Idiota. Eu tropecei.
— Idiota, eu? Porquê? — Ele gargalhou novamente e deu a volta no balcão. — Aham sei, tropeçou.
— Porque tá rindo de mim, seu babaca. Não tem graça. — Eu franzi o cenho. — Tropecei sim.
— Ah tem sim. Sei sei.
— Não tem, ande me ajude a levantar.
— Se vire, bebeu porque quis.
— Nossa, como você é cavaleiro. — Apoiei-me na cadeira e tentei me levantar, estava difícil, então ele segurou-me pela cintura e eu coloquei meus braços em volta de seu pescoço. Nossos rostos estavam próximos e dava pra sentir sua respiração, ele me olhou fundo nos olhos e eu fiz o mesmo, ficamos assim por segundos e então ele disse:
— Pronto pinguça. — Ele riu tentando disfarçar.
— Para de ser malvado comigo. — Fiz cara de brava. Eu fiz o maior esforço possível e fui até o banheiro me apoiando nas coisas, lavei meu rosto e retornei ao meu lugar. — Machuquei meu joelho viu.
— Então, quem é o cara?
— Que cara?
— O cara que lhe fez beber assim desse jeito.
— E quem disse que tem um cara? — Falei tentando disfarçar, era lógico que tinha um cara.
— É lógico que tem. Sempre tem. Nenhuma garota tão linda assim como você beberia tanto sem motivo algum.
— Então você me acha linda? Interessante. — Eu disse o olhando fundo nos olhos.
— É…talvez, é você…é…eu acho.
— Eu sei, sou muito linda. — Eu ri.
— Convencida você.
— Só estou falando a realidade, obrigado pelo elogio e você é agradável. — Eu disse debochando dele.
— Qual é você me achou um gato desde o momento em que você passou por aquela porta.
— OH meu Deus. Coitado.
— Vai dizer que não?
— Vou.
— Porquê?
— Porque mentir é feio, e eu vou estar mentindo se disser que te achei gato.
— Nossa, agora você me magoou.
— Oh me desculpe.
— Não.
— Me desculpa, não quero morrer culpada para o resto da vida por ferir seu ego. E provavelmente nunca mais voltemos a nos ver. — Eu disse rindo e debochando dele.
— Ok, está desculpada. — Disse ele sorrindo.
— Obrigado. — Eu sorri.
— Preciso ir pra casa.
— Fica mais um pouco.
— Vai me dar mais uma dose de Whisky? — Eu ri e o encarei fundo nos olhos.
— Não.
— Então não. — Olhei o relógio e confesso estava difícil de enxergar, marcava 18:30, como estariam meus amigos e minha mãe? Provavelmente enlouquecidos, saí de casa ontem as 17:00 e não voltei até então, muito menos liguei. Voltei a encara-lo. — Preciso mesmo ir pra casa.
— Ah tudo bem. Posso te levar em casa então?
— Mas você não tem que trabalhar?
— Quando se é o dono, se tem algumas mordomias.
— Ah, você é o dono?
— Sou sim.
— Você não é nenhum maníaco né? Não vai me sequestrar vai?
— E se eu for? — Ele riu.
— Então eu direi não.
— Porquê?
— Eu estou vulnerável, diante as minhas condições, provavelmente eu nem consiga andar até a porta sem bater nas coisas ou cair de cara no chão, sou uma presa fácil. Se fosse outro dia eu até que aceitaria. — Eu disse dando um sorriso malicioso.
— Não preciso te sequestrar. — Ele retribuiu o sorriso malicioso. Ele pegou minha bolsa e começou a andar eu o acompanhei andando devagar, fomos andando em direção ao seu carro, entramos e ele ligou o carro e deu partida.
— E Por que não?
— Porque se eu te quiser, eu te terei facilmente.
— Acha que é assim tão fácil?
— Acho.
— Porquê?
— Porque você já se apaixonou.
— O quê? — Eu praticamente gritei.
— Nossa. Escandalosa. Você já se apaixonou por mim. — Ele riu.
— Que iludido você. — Gargalhei.
— Iludido? Se eu te beijar agora, você vai me bater ou continuar?
— Você não faria isso. — Ele se aproximou, engoli seco, minha respiração se acelerou, meu coração disparou, ele colocou seus lábios juntos aos meus e beijou-me, tentei evitar, tentei me afastar mas algo dentro de mim queria muito que isso acontecesse.
— Viu você já se apaixonou.
— É claro que não. — Eu disse olhando pro lado a chuva que escorria na vidraça da porta do carro.
— Não? Mas eu já.
— Já o quê?
— Me apaixonei por você.
— Sério? — Eu disse dando um sorriso involuntário.
— Aham.
— Isso é bom.
— É? Porquê?
— Porque eu também. — Ele beijou-me novamente. Eu encostei minha cabeça no vidro e quando vi já estávamos em casa, perguntei se ele queria entrar e ficar por uns minutos e quando eu percebi ele tinha ficado pra sempre." 

Beber pra esquecer um amor fracassado e arrumar um novo amor, sinceramente é burrice. Ganhei uma bela dor de cabeça. Larissa Mendes. (depressi-va)

(via ineedisyou)



(Fonte: , via ineedisyou)